CENTRO DE CONHECIMENTO DO FOGO RURAL

Ao reconhecer a floresta como um bem público, o fogo no espaço rural português é entendido como um desafio social que precisa de conhecimento para informar políticas públicas e decisões de sectores fundamentais da economia.

A problemática do fogo rural português consubstancia as características de relevância social, complexidade e transdisciplinaridade subjacentes à lógica da missão do Colégio F3 da ULisboa, justificando um “Centro de Conhecimento do Fogo Rural” que responde a um desafio colocado pela Associação para a Competitividade da Industria da Fileira Florestal (AIFF); entidade gestora do cluster de indústria de base florestal: cortiça, madeira, mobiliário, pasta, papel e embalagem.

A integração, translação e comunicação do conhecimento deve ter âmbito nacional, e ser realizada em parceria com todos os atores e as entidades onde reside o saber e o saber fazer imprescindível para produzir as soluções de que o país necessita e espera.

Assim, a Universidade portuguesa, em conjunto com organismos da Administração Pública, empresas, associações de produtores florestais, grupos ambientalistas, municípios e associações de municípios, interagem na rede alargada que este Centro de Conhecimento possibilita.

Promovendo um relacionamento estratégico com todos os parceiros operacionais e entidades interessadas no fogo rural em Portugal, um grupo multidisciplinar do Colégio F3 organizou, na Reitoria da ULisboa, uma sessão de trabalho participativa com alguns dos principais atores-chave, para intercâmbio de conhecimentos, necessidades e soluções.

A apresentação de duas experiências internacionais relevantes, o Joint Fire Science Program americano e o Bushfires and Natural Hazards Cooperative Research Centre australiano, foi inspiradora para ouvir os parceiros operacionais quanto às suas perceções sobre as potencialidades e obstáculos à partilha e à gestão de conhecimento para apoio à tomada de decisões de gestão do fogo, e como este pode criar valor para as várias partes no âmbito das suas respetivas organizações.

O diálogo aberto e transparente e o envolvimento eficaz e genuíno gerado permitiu definir as principais questões orientadoras do Seminário de Apresentação Pública do Centro de Conhecimento do Fogo Rural, a ter lugar no dia 10 de março de 2017, em Lisboa.

Bacias Alimentares e Planeamento Alimentar Urbano

Face às atuais realidades da organização e estruturação territorial, é hoje pouco rigorosa a distinção entre solo urbano e solo rústico. A ruralidade não é, hoje, o contraponto da urbanização. As questões rurais são também questões urbanas e as questões urbanas são também questões do novo mundo rural. A agricultura, como atividade, emerge articulada com a cultura da rurbanidade e com a melhoria da prestação de serviços públicos em termos de oferta de melhores condições ambientais de vida na cidade onde se incorpora. As cidades e regiões metropolitanas circundantes são lugares de inovação onde os processos agroalimentares locais, regionais e globais têm grande potencial para gerar sinergias, e onde as funções de produção, procura, distribuição, consumo e gestão de resíduos são analisadas de modo sistémico.

Estas transformações demográficas, económicas, ecológicas e sociais revelam necessidades de desenvolvimento de abordagens novas e inovadoras que garantam sistemas alimentares seguros, resilientes e inclusivos. Esta resposta deverá estar alicerçada em instrumentos adequados de ordenamento do território. Nos últimos anos surgiram diversas estratégias para a segurança alimentar em áreas metropolitanas, evidenciando a necessidade de colocar as questões alimentares no centro do planeamento urbano, não sendo esse, contudo, o caso português.

Neste cenário, o Colégio F3 dinamiza um Grupo de Trabalho para desenvolver ferramentas para o planeamento, apoio à decisão, gestão e monitorização de Sistemas Alimentares Urbanos, entendidos como bacias alimentares, incrementando a capacidade de monitorização do seu desenvolvimento, contribuindo para um ordenamento do território de longo prazo, em estreita coordenação com as políticas agroalimentares e de desenvolvimento urbano.

A organização das atividades segue três dimensões principais:

O Colégio F3 organiza um Ciclo de Seminários sobre “Planeamento Alimentar Urbano” reunindo, à volta de seis temas, especialistas da Universidade e outros setores da sociedade, com competências complementares no que diz respeito a áreas de conhecimento e de atuação. O Planeamento Alimentar Urbano como resultante do território, da produção, do consumo e da cultura, são abordados com uma visão holística para gerar um debate amplo e inclusivo que interrogue comportamentos e políticas.

O Ciclo de Seminários decorrerá entre setembro e dezembro de 2017, em Lisboa (local e datas a indicar brevemente) e apresentará os seguintes temas e intervenientes:

  • “Pegada alimentar urbana: de onde vêm e para onde vão os alimentos consumidos nas cidades?” – Henrique Cabral (FC) e Samuel Niza (IST). Convidado: a designar
  • “A influência da ética e da justiça alimentar na cidade” – Jorge Cancela (FA) e Rute Saraiva (FD). Convidado: a designar
  • “Perspetivar o futuro da alimentação nas áreas urbanas num mundo em mudança" – Isabel Ramos (IST) e Paulo Morgado (IGOT). Convidado: a designar
  • “Os circuitos curtos agroalimentares, o direito à alimentação e as redes cidadãs” – Isabel Rodrigo (ISA) e Maria João Estorninho (FD). Convidada: Maria José Ilhéu (Rede Rural Nacional)
  • “O clima do meu bairro: lições do passado para o consumo sustentável de alimentos no futuro” – António Lopes (IGOT) e Teresa Sousa-Nunes (FL). Convidado: a designar
  • “Expansão das áreas urbanas e regressão das áreas agrícolas: O caso da Área Metropolitana de Lisboa” – Leonel Fadigas (FA) e Rosário Oliveira (ICS). Convidado: João Teixeira (CCDRLVT)

(programa em atualização)

Chairs:

Dirk M. Wascher | Metropolitan Landscapes and Food Planning, Wageningen Environmental Research
Jorge Cancela | Faculdade de Arquitetura da ULisboa / Colégio F3

Speakers:

Jan-Eelco Jansma | Wageningen University
Maria João Estorninho | Faculdade de Direito da ULisboa / Colégio F3
Rosário Oliveira | Instituto de Ciências Sociais da ULisboa / Colégio F3
Samuel Niza | Instituto Superior Técnico da ULisboa / Colégio F3

Brief:

As hotspots of urban-agricultural innovation, cities and their surrounding metropolitan regions are places where local, regional and global agro-food processes have a great potential for generating synergy with food supply and consumption as one of the key driving forces. Moving away from an agricultural productionist mind-set and policy-model towards an integrated multi-sector collaboration targeting at ‘smart food districts’ is challenging not only the associated stakeholders along the food chain, but also researchers to enter new forms of transdisciplinary research.

The latter suggests to rethink and redesign the urban-rural interface with the goal of establishing a more resilient link between food security and food safety at the level of metropolitan regions. Such an approach needs to adhere to the following principles: (1) resource efficiency measures for saving energy, water, nutrients and space, (2) circular economy to minimize waste and optimise value chains, and (3) urban planning that is follows the principles of ‘nature-based solutions’ (4) embedded in urban societal themes where vertical and horizontal integration becomes part of a wider metropolitan food system.

The example of the Amsterdam Metropolitan Region demonstrates that municipalities have already undertaken targeted research on localizing urban switchboards for sustainable food planning. The example of Lisbon Metropolitan Area can be seen from a different perspective in which there is an enormous potential for an innovative urban food planning but little has been done so far.

The programme ‘The Feeding city’, developed in Amsterdam’s satellite city of Almere putting forward a sustainability agenda for the upcoming horticultural world-exhibition ‘Almere-Floriade 2022’ which might serve as an example for tomorrow’s research agenda where the whole city takes the role of a ‘living lab’ in which to develop new approaches towards ‘smart food districts’ as part of the Growing Green City ambitions.

This Roundtable aims at comparing and discussing integrated urban research agenda’s to benchmark and frame the ambitions of the research communities.

Registration in the AESOP Meeting is required to attend the Roundtables (Minimun: one-day participation. early registration with discount until May 15th)

No âmbito das ações de Planeamento Alimentar Urbano, os circuitos curtos agroalimentares (CCA) representam uma oportunidade de melhorar a integração dos agricultores na cadeia alimentar com efeitos positivos no emprego, na revitalização dos territórios rurais e no fortalecimento das relações de proximidade entre consumidores, produtores e o território. Os CCA são assim relevantes nas vertentes de comercialização da produção agroalimentar e valorização da produção de qualidade, podendo assumir um papel na reestruturação ou criação de novas fileiras, com impacto na competitividade do setor agrícola.

Reconhecendo a relevância dos CCA, o Colégio Food, Farming and Forestry (F3) da ULisboa encontrou motivação para participar no Grupo de Trabalho Temático (GTT) criado pela Rede Rural Nacional (RRN) que sistematiza as questões consideradas chave para a criação e desenvolvimento de CCA, nomeadamente no que diz respeito a aprofundar e transferir conhecimento, analisar o seu quadro legal e medidas de apoio, elaborar instrumentos de apoio à criação de CCA e ligar agentes e criar redes de apoio à sua dinamização.

As primeiras reuniões deste GTT tiveram lugar, em Oeiras, nos dias 19 de dezembro de 2016 e 17 de março de 2017 e permitiram a constituição de subgrupos, a estabilização das primeiras abordagens aos respetivos planos de trabalho e a calendarização das tarefas. A participação integrada do Colégio F3 inclui contribuições inseridas nos subgrupos de “Guias Gerais e Guias Específicos de Apoio à Criação e Funcionamento de CCA”, “Guias de Enquadramento Legislativo e Normativos Aplicáveis aos CCA” e “Instrumentos de Sensibilização aos CCA”.

A Politica de Desenvolvimento Rural (PDR 2020) declara como um dos seus objetivos “Promover a organização das cadeias alimentares, no que diz respeito à transformação e à comercialização de produtos agrícolas”, nomeadamente através do “aumento da competitividade dos produtores primários, mediante a sua melhor integração na cadeia agroalimentar, através de regimes de qualidade, do acrescento de valor aos produtos agrícolas, da promoção em mercados locais e circuitos de abastecimento curtos, dos agrupamentos e organizações de produtores e das organizações interprofissionais”.

No âmbito da sua missão, a RRN procura “reforçar o trabalho em rede entre os agentes de desenvolvimento rural e a partilha e transmissão de informação, conhecimento e experiências para melhorar a implementação dos PDR e adequar as políticas de desenvolvimento rural às necessidades e dinâmicas dos territórios rurais”. A temática dos CCA foi considerada prioritária para trabalhos em rede pelos membros da RRN, em workshops regionais organizados durante junho e julho de 2016.

AGROTRAINING: PROOFING GBIF USE ON AGROBIODIVERSITY THROUGH NEEDS ASSESSMENT AND TRAINING

A sustentabilidade da produção agrícola e a segurança alimentar e nutricional dependem da exploração sustentável dos parentes silvestres das espécies cultivadas, variedades autóctones, espécies negligenciadas ou subutilizadas e do uso da biodiversidade local. No contexto atual de alterações climáticas e rápida expansão demográfica, o valor da agrobiodiversidade é ainda mais reconhecido por parte de melhoradores de plantas, etnobotânicos e agentes do desenvolvimento.

Por outro lado, a biodiversidade total de um ecossistema tem implicações diretas na produtividade agroflorestal pelo papel que muitas espécies desempenham, tais como modificação das propriedades do solo, distribuição de espécies dispersoras de sementes, polinizadores e outros auxiliares, distribuição e controlo biológico de pragas e doenças, ou presença de espécies invasoras. A biodiversidade existente nas explorações e na paisagem envolvente influencia a resiliência a fatores de pressão e pode também ser usada em certificação e como indicador de práticas sustentáveis e saúde ambiental, trazendo valor socioeconómico.

A Global Biodiversity Information Facility (GBIF) é uma organização intergovernamental que facilita a partilha e acesso, de forma livre e gratuita, de dados de biodiversidade. Recentemente, esta organização interessou-se por conhecer a aptidão dos dados relacionados com biodiversidade que são publicados através dos seus portais para serem usados pela comunidade que se interessa por agrobiodiversidade, num sentido amplo.

Coproduzir e traduzir conhecimento na interface da informação biológica e do valor socioeconómico do seu uso, através de plataformas de dados, informação e comunicação, determinou o interesse do Colégio F3 para responder a este desafio. O projeto “Agrotraining: Proofing GBIF use on agrobiodiversity through needs assessment and training” é financiado no âmbito do programa “Capacity Enhancement Support Program 2016” do GBIF e conta com uma equipa multidisciplinar do Colégio F3, em pareceria com os Nós Português (promotor) e Espanhol desta organização.

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Este projeto irá identificar necessidades destas redes de partilha e acesso a dados de biodiversidade para que possam ter valor para diversas tipologias de atores interessados em agrobiodiversidade, bem como desenvolver um curso de formação avançada sobre “informação para a agrobiodiversidade”.

Objetivo do projeto: Desenhar e desenvolver um curso de formação sobre o uso de informação sobre a agrobiodiversidade com base no GBIF e em outras fontes de dados relevantes. Este objetivo será alcançado após um processo de três fases, que inclui:

  • Identificar as principais necessidades dos stakeholders de agrobiodiversidade em ferramentas de bases de dados de biodiversidade, a fim de fornecer orientação no desenvolvimento de formação direto para a comunidade da agrobiodiversidade, através de abordagens participativas;
  • Desenvolver um conjunto completo de atividades de aprendizagem e materiais de divulgação, projetado para atingir os objetivos do programa de formação, incluindo uma avaliação geral das ferramentas e funcionalidades atualmente disponíveis sobre os recursos de informação sobre biodiversidade e de informática para a biodiversidade;
  • Organizar um curso de formação regional, com verificação da informação e das ferramentas disponibilizadas pelo GBIF (e por outras fontes), no que diz respeito às especificações formais necessários, a fim de avaliar a eficácia global do sistema e identificar as lacunas que limitam a sua utilização, quer sobre os tipos de informação essencial, quer sobre a acessibilidade à informação (por exemplo, informações taxonómicas, nomes vulgares, usos socioeconómicos, nutricionais ou médicos, mecanismos de polinização e dispersão de sementes, visualização de dados, integração de outras plataformas, entre outros).

No âmbito do projeto Agrotraining decorreu, no Instituto de Ciências Sociais da ULisboa, o workshop “Valorização da Agrobiodiversidade e a Importância da Informação em Bases de Dados para a Fileira da Vinha”, que contou com 24 participantes de entidades com relevância no sector.

Esta sessão de trabalhos participativa identificou perceções e conhecimentos dos stakeholders sobre o potencial da agrobiodiversidade na valorização da fileira da vinha e do vinho, e contribuiu para avaliar o potencial da utilização de informação sobre biodiversidade disponível no portal GBIF e/ou em outras bases de dados nas atividades constituintes desta fileira.

Os participantes, organizados em três grupos: cadeia produtiva, entidades reguladoras e ONGs, e investigação & desenvolvimento, refletiram e debateram agrobiodiversidade, as suas componentes, como influenciam ou são influenciadas pela atividade vitivinícola, associações com o uso de informação em bases de dados sobre agrobiodiversidade, e exploraram as interações que cada grupo mantém com outros stakeholders. Num segundo momento, grupos diferentes, agora com uma composição mista no que diz respeito ao papel de cada stakeholder, prepararam casos de uso sobre agrobiodiversidade, identificando questões onde o uso de informação sobre biodiversidade se afigurava muito relevante para a sua resolução.

O workshop contou ainda com uma comunicação proferida pelo Presidente do Conselho Consultivo do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), Engº Frederico Falcão, que apresentou o desempenho do sector da vinha e do vinho em Portugal e a importância do conhecimento integrado nos vetores “qualidade – diversidade – sustentabilidade” para a sua crescente competitividade.

As contribuições recebidas, complementadas pelos resultados de um subsequente questionário online, suportarão a preparação de um relatório sobre avaliação de necessidades, orientando o desenho de um curso de formação sobre uso de dados de biodiversidade em atividades que dependem ou beneficiam de agrobiodiversidade, o que constitui um dos principais resultados que se pretendem obter com o projeto Agrotraining.

Espera-se que este workshop possa também contribuir para potenciar a eficácia desta rede participativa a alcançar um melhor desempenho sustentável da fileira da vinha e do vinho através da promoção da partilha de conhecimentos em agrobiodiversidade.

No âmbito do projeto de capacitação Agrotraining, a equipa do Colégio F3 recebeu formação sobre a plataforma GBIF. O curso de formação, que decorreu durante os dias 15 e 16 de setembro no Instituto Superior de Agronomia da ULisboa, permitiu aos participantes uma familiarização com os recursos e ferramentas do GBIF.

A ação incluiu a demonstração detalhada do portal e do acesso aos dados, o fluxo de informação desde a mobilização dos dados e sua organização segundo o padrão Darwin Core, e o enquadramento do GBIF no panorama geral das iniciativas globais de informação sobre biodiversidade, incluindo a troca de informação via web semântica.

Esta formação foi importante ao dotar a equipa envolvida no projeto de um maior conhecimento sobre as potencialidades do GBIF, essencial para a avaliação de necessidades do GBIF para aplicação no domínio da agrobiodiversidade, e para o desenho de um curso de formação avançada em informação para a agrobiodiversidade.

Esta sessão de trabalho permitiu identificar tarefas em que a informação disponível através do GBIF é essencial para a resolução de casos de uso, mas também questões em que a usabilidade e disponibilidade de informação é limitada para dar uma resposta eficaz.

MUITA FRUTA

O projeto “Muita Fruta”, promovido pela Cozinha Popular da Mouraria em parceria com o Colégio F3 e com a associação LocalsApproach e financiado pelo programa BIP/ZIP da Câmara Municipal de Lisboa (Projeto 053), alicerça-se numa abordagem holística que parte do mapeamento de árvores de fruta em espaços públicos e privados e sua utilização, em Lisboa, para potenciar uma função social da árvore como ligação ao território. O projeto contribui com “paisagens comestíveis” para a saúde nutricional e a redução de desperdícios alimentares, ancorado na participação ativa dos cidadãos.

A cidade contém em si um pomar, constituído por inúmeras árvores de fruto, privadas e públicas, que o projeto mapeia, recupera e cuida, atribuindo-lhes valor enquanto património ambiental, cultural, social e económico. O objetivo é, não só fazer o levantamento das árvores de fruta da Mouraria e bairros circundantes, como também sensibilizar as pessoas a cuidar das mesmas e a usá-las de forma sustentável.

A partir do relacionamento estratégico com os parceiros, com base num programa de cidadania ativa e economia partilhada, a fruta é colhida, distribuída por quem dela beneficia, confecionada e vendida através da criação de uma Marca Social. A plataforma online “Muita Fruta” potencia o trabalho em rede, criando Capital Social, reintegrando a fruticultura em contexto urbano. O projeto, pioneiro em Portugal, relaciona-se com organizações similares de outros países, conferindo-lhe projeção alargada para colocar Lisboa no mapa das boas práticas internacionais.

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Um programa participativo de resiliência urbana e educação ambiental, a par dos grandes eventos e debates públicos previstos, reforça o sentido de pertença da comunidade. A utilização dos recursos locais é fundamental para a criação de ferramentas que valorizem o capital social e natural do território, ocupando os mais idosos e potenciando a empregabilidade e consequente fixação dos mais jovens nos bairros. A integração destes grupos em dialéticas intergeracionais e transculturais pretende dar resposta direta aos fenómenos de discriminação, isolamento e favorecer a coesão inter e intrabairro.

O foco principal deste projeto é, assim, a função social da árvore como ligação ao território. “Muita Fruta” apresenta uma abordagem holística e criativa que parte dos quintais dos bairros de intervenção do projeto para o espaço urbano, desenvolvida através de interações experienciais comunitárias que facilitam uma vivência prática, consciente e reflexiva, ancorada na participação ativa dos grupos na identificação de problemáticas, mas sobretudo ao nível da elaboração de soluções coletivas na construção de um cenário partilhado de cidade.

Repercussão nos media:

“Ripe Idea” | Monocle
“How down-at-heel Lisbon became the new capital of cool“ | The Guardian
“Especiais” | RDP Internacional
"Muita Fruta!" | RTP Programa “Agora Nós”
"Começo de Conversa – Adriana Freire | TSF Rádio Notícias" | TSF Rádio Notícias
"Se quem tem mais desse um bocadinho a quem tem menos, o mundo era melhor. É tão simples" | Diário de Notícias
“Há Muita Fruta em Lisboa” | SIC Notícias
“Projeto quer transformar Lisboa num imenso pomar” | Boas Notícias
“Muita Fruta: Transformar Lisboa numa cidade-pomar” | Visão Sete
“Lisboa tem muita fruta. Vamos comê-la?“ | Público
“Uma fruta para ti” | Etaste
“Hora da Loira – Adriana Freire” | Rádio SBSR.FM

No âmbito do projeto “Muita Fruta”, decorreu no dia 29 de janeiro, na Graça, o 1º Workshop promovido por esta iniciativa, sob o tema “Poda e Tratamento de Árvores de Fruto”.

Esta ação de formação “hands-on”, que teve a coordenação de Mariana Mota do Colégio F3 e Sylvain Papillon da Cozinha Popular da Mouraria, dotou um conjunto de voluntários com conceitos teóricos e ferramentas práticas para cuidar das fruteiras na cidade. Ambiciona gerar um efeito multiplicador que se traduza na mobilização de mais voluntários para apoio à equipa “Muita Fruta”.

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A Cozinha Popular da Mouraria, promotora do projeto “Muita Fruta”, abriu as suas portas, na Rua das Olarias nº 5, 1100-012 Lisboa, para apresentar ao público esta iniciativa, que conta com a participação do Colégio F3.

O evento “Marmelada Comunitária” contou com quatro blocos de atividades que decorreram em simultâneo: transformação de alimentos com a comunidade, inscrições para “Frutamontes, co-design para a Marca Social, e “Conversas Informais”.

Com a moderação de Sara Amâncio do Colégio F3, as “Conversas informais” permitiram à comunidade e autarquias saber mais sobre esta iniciativa, e debater as abordagens dos diferentes campos do conhecimento presentes na equipa multidisciplinar do Colégio F3 face à temática das paisagens comestíveis em meio urbano.