SEMINÁRIO “FOGO OU INCÊNDIO: A FLORESTA SOBREVIVERÁ? O CONHECIMENTO E AS DECISÕES”

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A problemática do fogo rural em Portugal e o papel que o conhecimento pode desempenhar como pilar no plano de defesa da floresta estiveram em discussão no passado dia 10 de março, na Reitoria da Universidade de Lisboa, num seminário promovido pela AIFF, entidade gestora do cluster da indústria de base florestal: cortiça, madeira, mobiliário, pasta, papel e embalagem, e pelo Colégio Food, Farming and Forestry (F3) da Universidade de Lisboa.

O mote da iniciativa foi simples e tem raízes na sabedoria popular “o fogo é um bom criado mas um mau patrão”. Foi com base neste mote que investigadores e académicos de todo o país, profissionais do setor, e representantes de entidades privadas e públicas se juntaram para debater o flagelo que, todos os anos em Portugal, destrói pessoas, o oxigénio que respiramos, casas e florestas, com graves prejuízos económicos, ambientais e sociais. O fogo rural é uma questão social.

O país conta, na fileira florestal, com empresas que são líderes europeias e mundiais dos sectores em que exercem a sua actividade. Por outro lado, esta fileira, no seu conjunto, contribui já hoje de forma muito significativa para a redução do desequilíbrio das contas com o exterior, que é certamente um dos desafios mais difíceis com que a economia portuguesa se confronta. Mas Portugal dispõe ainda, no que respeita à produção florestal, de grandes potencialidades para se desenvolver ainda mais, sendo certo que o aproveitamento dessas potencialidades é essencial para que todo o sector possa crescer e contribuir cada vez mais significativamente para o crescimento económico do país e para o equilíbrio das suas contas.

Ao reconhecer a floresta como um bem público, o fogo rural português é entendido como um desafio social que precisa de conhecimento para informar políticas públicas e decisões de sectores fundamentais da economia. A recente consulta pública sobre a Reforma da Floresta confere ainda maior relevância e atualidade a este tema.

Para que seja possível concretizar esta ambição, é preciso um trabalho conjunto e continuado nas áreas da inovação e investigação e acreditamos, sem dúvidas, que o caminho que devemos trilhar para Portugal assenta na base do conhecimento e sustentabilidade. Neste cenário, o Seminário apresentou, como conclusão dos trabalhos, um “Centro de Conhecimento do Fogo Rural” de âmbito nacional. Esta iniciativa contou com o alto patrocínio e a presença de Sua Excelência, o Presidente da República.

Pensar INTERDISCIPLINAR thinking

As abordagens interdisciplinares e transdisciplinares são atualmente muito valorizadas nas agendas de investigação e reconhecidas como condição necessária para responder aos desafios societais com que atualmente nos defrontamos, para alcançar um desenvolvimento socioecológico sustentável. Contudo, observa-se a sua real implementação em um número ainda muito reduzido de projetos de investigação e ciclos de estudos.

Neste cenário, o Colégio F3 organizou, no dia 23 de janeiro na Reitoria da ULisboa, uma mesa-redonda sob o tema pensar INTERDISCIPLINAR thinking, que contou com a participação do Prof. Uskali Mäki (Academy of Finland Centre of Excellence in the Philosophy of the Social Sciences / University of Helsinki), Prof. Olga Pombo (Centro de Filosofia das Ciências da ULisboa) e Prof. José Manuel Lima Santos (Colégio F3 – ULisboa).

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As principais questões que orientaram os trabalhos incluíram:

  • quais os diferentes níveis e contextos da interdisciplinaridade?
  • que papel tem a filosofia da ciência no estudo da interdisciplinaridade?
  • que razões epistemológicas e culturais explicam a emergência da interdisciplinaridade?
  • que noções temos de interdisciplinaridade e quais as razões para a sua atual popularidade?
  • que atitude e motivações pessoais são necessárias à pratica da interdisciplinaridade?
  • que tensões existem entre qualidade científica e relevância prática?
  • que envolvimento para parceiros não-académicos?
  • como se garante a integridade de ciência?

O evento incidiu, assim, sobre os ideais e práticas de interdisciplinaridade do ponto de vista da filosofia da ciência nas questões conceptuais e metodológicas gerais para a sua aplicação e gerou um desafiante debate sobre o pensamento interdisciplinar e transdisciplinar, as dinâmicas da sua aplicação na ciência, e o papel dos órgãos políticos e de decisão.

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Sobre os participantes:

Uskali Mäki: Professor de filosofia social e moral no Department of Political and Economic Studies (Philosophy) da Universidade de Helsinquia e diretor do "Finnish Centre of Excellence in the Philosophy of the Social Sciences” (TINT). Interessado no estudo dos ideais e práticas de interdisciplinaridade do ponto de vista da filosofia da ciência, nas questões conceptuais e metodológicas gerais para a sua aplicação, e em abordagens descritas como “filosofia realista” para o estudo de metodologias em economia e filosofia da ciência. É membro convidado da Academia Finlandesa de Ciências e Humanidades e foi ainda diretor do Erasmus Institute for Philosophy and Economics na Universidade de Roterdão.


Olga Pombo: Professora na Secção Autónoma da História e Filosofia da Ciência da Faculdade de Ciências - ULisboa. É coordenadora científica do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa (CFCUL), Diretora do Programa Doutoral FCT "Filosofia da Ciência, Tecnologia, Arte e Sociedade" e Coordenadora do Center for Image in Science and Art da ULisboa. É Membro do Conselho Científico da "Réseau national des Maisons des Sciences de l’Homme (RnMSH)", membro fundador da "Société de Philosophie des Sciences" de Paris e membro do seu conselho de administração. É também membro fundador da "Cátedra Latino-Americana Leopoldo Zea de Filosofia e Epistemologia", da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Brasil.


José Manuel Lima Santos: Professor no Instituto Superior de Agronomia – ULisboa. Leciona e investiga economia agrária, do ambiente e dos recursos e interessa-se por políticas públicas para agricultura, ambiente e florestas. Colabora em cursos de doutoramento interdisciplinares e interuniversitários no domínio da sustentabilidade. Foi diretor-geral do Ministério da Agricultura de Portugal durante as negociações de 2003 da reforma da PAC.

WORKSHOP "SERÁ A AGRICULTURA BIOLÓGICA SUSTENTÁVEL?”

O papel que a produção agrícola em modo biológico pode desempenhar para a agricultura Portuguesa carece de debate, com rigor e independência, gerado por diferentes áreas e formas de conhecimento. A agricultura biológica abrange toda a cadeia de produção, desde os produtores agrícolas e de aquicultura, preparadores e transformadores, bem como os distribuidores, exportadores e importadores de produtos alimentares. Esta atividade está nas agendas da atual política agrícola e alimentar europeia.

O workshop "Será a Agricultura Biológica Sustentável?”, que teve lugar no dia 4 de novembro de 2016 na Faculdade de Direito da ULisboa, contou com cerca de 60 pessoas entre académicos, decisores e atores do setor agroindustrial, cidadãos e consumidores em geral.

Organizado no âmbito da apresentação do Curso de Formação Avançada em Direito Agrário e Sustentabilidade que a Faculdade de Direito organiza, em parceria com o Colégio F3, a sessão contou com três painéis onde foram abordados aspetos jurídicos, sociais, e de sustentabilidade dos recursos, no âmbito do modo de produção biológico.

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Os painéis foram constituídos por peritos em diversos campos científicos e por stakeholders do sector agroindustrial:

Painel Jurídico

Maria João Estorninho (FD / Colégio F3) | moderadora

Carla Amado Gomes (FD / Colégio F3) – Direito da agricultura biológica

Cláudia Monge (FD) – Contratos públicos ecológicos

Rute Saraiva (FD / Colégio F3) – A agricultura urbana na busca da sustentabilidade

Painel Recursos

Henrique Gomes (Biofrade - Produção e comercialização de produtos biológicos) | moderador

Cristina Almeida (FF / Colégio F3) – Agricultura biológica: sustentabilidade versus quantidade

José Manuel Lima Santos (ISA / Colégio F3) – Intensificação baseada em inputs, intensificação sustentável ou intensificação baseada no ecossistema?

Jorge Marques da Silva (FC / Colégio F3) – As potencialidades da biotecnologia e as questões éticas na agricultura moderna

Painel Sociedade

Carla Amado Gomes (FD / Colégio F3) | moderadora

Isabel Rodrigo (ISA / Colégio F3) – Sustentabilidade ambiental: utopia ou economia?

Mónica Truninger (ICS / Colégio F3) – Consumo, sustentabilidade e agricultura biológica: uma equação possível para as sociedades futuras?

Susana Fonseca (Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável) – Agricultura biológica e sustentabilidade

O debate gerou um olhar transdisciplinares sobre a agricultura biológica, considerando as suas potencialidades e desafios num contexto económico globalizado e de pressão sobre os recursos.

Produção e Consumo de Leguminosas: um Passado com Futuro?

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No dia 20 de outubro, o Colégio Food, Farming and Forestry (F3) da Universidade de Lisboa organizou, no Salão Nobre da Reitoria desta Universidade, a sua primeira Conferência Anual com o tema “Produção e Consumo de Leguminosas: um Passado com Futuro?” onde se debateu a importância do papel que as leguminosas desempenham na promoção da saúde e nutrição, na garantia de níveis adequados de segurança alimentar e na sustentabilidade ambiental.

A linguagem multidisciplinar e a filosofia inovadora do evento contribuiu para sensibilizar o público para o seu consumo, envolver a indústria alimentar para desenvolver produtos inovadores com base no enorme potencial nutricional e de inovação gastronómica oferecidos por estes alimentos, e encontrar soluções para os desafios colocados ao comércio de leguminosas.

A produção alimentar associada à sustentabilidade ambiental e a uma vida digna e saudável necessitam de novos modelos de gestão e uso dos recursos naturais, como solo, água, energia e biodiversidade. As leguminosas permitem tornar a agricultura mais produtiva e ajudar a reduzir a insegurança alimentar e a desnutrição. As leguminosas contribuem para o aumento da biodiversidade, preservação dos solos, produtividade e eficiência do uso da água em sistemas agrícolas e na rotação de culturas, diminuindo as necessidades em fertilizantes, reduzindo o custo final da produção e reduzindo a emissão de gases de efeito de estufa, ajudando, assim, a mitigar os efeitos adversos das alterações climáticas.

Estes alimentos, produzidos para serem usados na forma de grão seco, como o feijão, grão-de-bico, ervilha, soja, lentilha, tremoço ou fava, têm sido parte essencial das dietas humanas e alimentação animal, com forte implementação na cultura e na história de muitas populações, com importantes benefícios ambientais e nutricionais. O seu consumo ajuda a tratar a obesidade, assim como a prevenir e controlar doenças crónicas tais como a diabetes, problemas cardiovasculares e alguns tipos de cancro. Contudo, nos últimos anos, tem-se registado um progressivo abandono da produção e consumo destes alimentos que importa compreender e reverter.

O Colégio F3 associou-se, assim, às comemorações do “Ano Internacional das Leguminosas" (AIL-2016), declarado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, coorganizando o evento com a Representação em Portugal e junto da CPLP da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)

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O evento, aberto ao público, contou, de manhã, com uma mesa-redonda onde participaram entidades e atores relevantes, provenientes de diversos quadrantes que representam aquelas que são as áreas-chave. À tarde, palestrantes de todas as Escolas da Universidade de Lisboa que integram o Colégio F3 promoveram um diálogo multidisciplinar, ilustrando o valor acrescentado gerado pelas sinergias e complementaridades entre as diversas áreas do conhecimento, das ciências exatas e naturais, às ciências sociais e humanidades, passando pelas artes e engenharias.

A Conferência teve a participação de autoridades nacionais e locais, académicos, estudantes, organizações governamentais e não-governamentais, empresas, representantes dos meios de comunicação social e dos cidadãos, que debateram iniciativas futuras e comunicaram entre si as melhores práticas e oportunidades para integrar as dimensões de ambiente, economia, nutrição e sociedade na cocriação de inovação.

COLÉGIO F3 NA FEIRA DE AGOSTO 2016 DE GRÂNDOLA

No dia 27 de agosto de 2016, o Colégio F3 associou-se à “Feira de Agosto” de Grândola – a maior Feira do Litoral Alentejano – que cumpre já a sua 374ª edição e “onde a tradição e a identidade se aliam à inovação e à criatividade”. A edição de 2016 teve como grandes protagonistas a Floresta e o Montado do Concelho.

A colaboração traduziu-se na organização do Colóquio “Sobre o Montado e a Cortiça: uma Abordagem Interdisciplinar”, em colaboração com a Câmara Municipal de Grândola. O colóquio abordou, com uma linguagem adequada a todos os públicos, o montado numa perspetiva transversal, com o contributo das ciências naturais, das engenharias e das humanidades. Os temas apresentados foram:

  • Da monarquia à república: Jacinto Nunes e a questão corticeira | Teresa Sousa Nunes (Faculdade de Letras da ULisboa)
  • Transferência de conhecimento entre a investigação e a prática permite melhorar a produção de cortiça e a formação do preço da cortiça | Margarida Tomé (Instituto Superior de Agronomia da ULisboa)
  • A cortiça como material: uma história longa com um futuro promissor | José Graça (Instituto Superior de Agronomia da ULisboa)
  • Biodiversidade, serviços de ecossistema e a sustentabilidade do Montado: uma abordagem socio-ecológica de longo-prazo | Margarida Santos-Reis (Faculdade de Ciências da ULisboa)

O Presidente da Câmara de Grândola, António de Jesus Figueira Mendes, abriu o Colóquio salientando o significado das parcerias entre a autarquia e a Universidade de Lisboa na preservação e na criação de valor nos seus ecossistemas e povoamentos florestais. Após as palestras, seguiu-se uma animada sessão de debate com participantes e intervenientes a abordar algumas das principais questões com que atualmente se defrontam silvicultores e outros utilizadores dos diversos serviços fornecidos por estes ecossistemas.


Na Herdade da Ribeira Abaixo, em plena Serra de Grândola, funciona a Estação de Campo do cE3c - Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais, que é também um dos Laboratórios Naturais do Colégio F3. Neste espaço, decorreu, no mesmo dia, a atividade “Bichos das Noites Alentejanas: Observação de Aves, Insetos e Mamíferos”. Nos dias quentes de Verão, quando a noite cai, começa a atividade de muitos animais selvagens. As corujas e mochos procuram pequenos roedores e insetos. Os morcegos caçam insetos em pleno voo. Fuinhas, genetas e texugos saem das tocas para encontrar alimento. Muitos insetos, escaravelhos, crisopas e borboletas estão particularmente ativos durante a noite. Os participantes deste evento puderam conhecer as espécies que é possível ver e ouvir no Montado à noite, as técnicas utilizadas pelos investigadores para estudar a biodiversidade noturna, e o papel destas espécies no funcionamento dos ecossistemas.



Coordenação: Margarida Santos-Reis (FC)

A Universidade de Lisboa na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada em 2015 na Cimeira da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, consiste numa Declaração e 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) desdobrados em 169 metas de natureza global e universalmente aplicáveis, e que dialogam com políticas multissetoriais e ações de âmbitos global, regional e local.

Os ODS são integrados e indivisíveis e agregam, de forma equilibrada, as dimensões económica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável. Através de ações focadas e coerentes, os ODS deverão orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional nos próximos 15 anos, numa parceria global que obriga à participação ativa da academia, dos governos, do setor privado, da sociedade civil, dos media e dos cidadãos.

Consciente da importância desta agenda de ação, o Colégio F3 organizou, ao longo do ano de 2016, o Ciclo de Seminários A Universidade de Lisboa na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

As conferências beneficiaram da multidisciplinaridade existente no Colégio F3 para abordar, em temas específicos, alguns dos desafios de implementação de forma holística e que reflete a diversidade de saberes da ULisboa, centrando-se em três eixos principais, i) Quais os desafios a nível mundial?; ii) Quais os desafios a nível nacional; e iii) Qual o papel da ULisboa na procura de soluções sustentáveis?

"Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são a nossa visão comum para a Humanidade e um contrato social entre os líderes mundiais e os povos"

Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU

O Mar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que fechou, em 2016, o Ciclo A Universidade de Lisboa na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, teve lugar a 16 de novembro - Dia Nacional do Mar - na Faculdade de Ciências (FC) da ULisboa, contando com as seguintes áreas temáticas e intervenientes:

  • História Marítima – Francisco Contente Domingues (FL)
  • Aquacultura Sustentável – Luís Narciso (FC)
  • Segurança Alimentar – Fernando Ribeiro Alves Afonso (FMV)
  • A Economia do Mar – Manuel Pacheco Coelho (ISEG)
  • Moderador: Henrique Cabral (FC)
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Coordenação: Henrique Cabral (FC) e Cristina Branquinho (FC)

No âmbito do Dia Mundial do Bem-Estar, o Colégio F3 organizou a conferência A Saúde e o Bem-estar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o quarto seminário do Ciclo A Universidade de Lisboa na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O evento decorreu no dia 15 de junho na Faculdade de Farmácia (FF) da ULisboa e a multidisciplinaridade residente no Colégio F3 possibilitou integrar diversas temáticas, introduzidas por docentes que refletem a diversidade de saberes da ULisboa, em ciências naturais, ciências sociais e engenharias:

  • O papel central da nutrição na saúde – Ana Isabel Lopes (FM)
  • Inclusão social na promoção da alimentação saudável – Virgínia Henriques Calado (ICS)
  • Reservatórios naturais de perigos biológicos: o papel dos animais de produção – Fernando Bernardo (FMV)
  • Saúde e bem-estar, através da motricidade – Fernando Pereira (FMH)
  • Saúde ambiental – José Manuel Palma (FP)
  • Moderadora: Maria Eduardo Figueira (FF)
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Coordenação: Rosário Bronze (FF), Paula Ravasco (FM) e Cristina Branquinho (FC)
Inserido no Ciclo de Seminários A Universidade de Lisboa na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o Colégio F3 organizou o seu terceiro evento, sob o tema Recursos, Alimentação e Sociedade nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, associando-se às comemorações do Dia da Espiga, no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da ULisboa.

Esta data representou também uma oportunidade para divulgar ao público a ideia de produzir uma formação avançada “REcursos, Alimentação e SOciedade: Dinâmicas e Soluções (REASOn), inovadora na ULisboa, destinada a profissionais que pretendam melhorar competências e reciclar metodologias em ciências da sustentabilidade.

O painel de oradores procurou interligar as temáticas dos recursos, alimentação e sociedade, oferecendo diferentes perspetivas, ancoradas em iniciativas em curso na sociedade portuguesa:

  • Produtos Tradicionais no Desenvolvimento Rural – Ana Soeiro (Qualifica/oriGIn Portugal)
  • Segurança Alimentar em Portugal – Pedro Graça (Direção Geral da Saúde)Mitos e Confusões sobre Recuperação de Sobras – Paula Policarpo (Movimento “Zero Desperdício”)
  • REASOn: Desafios para a Universidade – Amélia Branco (Colégio F3, ULisboa)
  • Moderadora: Dulce Freire (ICS)
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Coordenação: Cristina Branquinho (FC) e Dulce Freire (ICS)

Inserido no Ciclo de Seminários A Universidade de Lisboa na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o Colégio F3 organizou, no passado dia 22 de abril - Dia da Terra - o debate A Terra nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da ULisboa recebeu um painel multidisciplinar que abordou a temáticas, em vertentes como:

  • Alterações Globais – Gonçalo Vieira (IGOT)
  • Direito do Ambiente – Carla Amado Gomes (FD)
  • Secas e Desertificação – Ricardo Trigo (FC)
  • Empresas e Ecossistemas – Idalina Dias Sardinha (ISEG)
  • Agricultura e Desenvolvimento – José Manuel Lima Santos (ISA)
  • Moderador: Carlos Neto (IGOT)
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Coordenação: Carlos Neto (IGOT) e Cristina Branquinho (FC)

Consciente da importância da definição dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e da agenda de ação proposta para 2030 com base nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), teve lugar, no dia 22 de março de 2016 – Dia Internacional da Água – no Instituto Superior Técnico (IST) da ULisboa, o seminário A Água nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Foi o 1º evento do Ciclo de Seminários A Universidade de Lisboa na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, organizado pelo Colégio F3 e a multidisciplinaridade residente foi espelhada no painel de convidados, permitindo discutir diversas temáticas, introduzidas por docentes que refletem a diversidade de saberes da ULisboa, em ciências naturais, ciências sociais e engenharias:

  • Recursos e Ecossistemas – António Guerreiro de Brito (ISA)
  • Cidade e Serviços de Água e Saneamento – José Saldanha Matos (IST)
  • Saúde – Cristina Almeida (FF)
  • Práticas Sociais e Valores da Água – Luísa Schmidt (ICS)
  • Direito e Políticas – João Miranda (FD)
  • Moderador: Luís Ribeiro (IST)

A conferência abordou alguns dos desafios de implementação principal relacionados com as metas recomendadas pelo grupo de trabalho aberto a Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e UN-água.

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Coordenação: Luís Ribeiro (IST), António Guerreiro de Brito (ISA) e Cristina Branquinho (FC)

Provas e Conversas com Leguminosas

Sob o lema “Sementes nutritivas para um futuro sustentável”, e com o objetivo de sensibilizar o público para os benefícios nutricionais das leguminosas secas como parte de uma produção sustentável de alimentos visando atingir a segurança alimentar e nutricional, a Assembleia Geral das Nações Unidas, declarou, na sua 68ª sessão, o ano de 2016 como o Ano Internacional das Leguminosas (AIL).

A produção alimentar associada à sustentabilidade ambiental e a uma vida digna e saudável necessitam de novos modelos de gestão e uso dos recursos naturais. Alimentos produzidos para serem usados na forma de grão seco, como o feijão, grão-de-bico, ervilha, soja, lentilha, tremoço ou fava, têm sido parte essencial das dietas humanas e alimentação animal, com forte implementação na cultura e na história de muitas populações, com importantes benefícios ambientais e nutricionais. As espécies leguminosas permitem tornar a agricultura mais produtiva e ajudar a reduzir a insegurança alimentar e a desnutrição. Contribuem para o aumento da biodiversidade, preservação dos solos, produtividade e eficiência do uso da água em sistemas agrícolas e na rotação de culturas, diminuindo as necessidades em fertilizantes, reduzindo o custo final da produção e reduzindo a emissão de gases de efeito de estufa, ajudando, assim, a mitigar os efeitos adversos das alterações climáticas. Contudo, nos últimos anos, tem-se registado, em Portugal, um progressivo abandono da produção e alterações no consumo destes alimentos que importa compreender e reverter.

Este tema consubstancia as características de transdisciplinaridade subjacentes à missão do Colégio F3, que se associou a estas comemorações, organizando, ao longo do ano de 2016, o Ciclo Provas e Conversas com Leguminosas

Para cada uma das quatro sessões deste Ciclo, o Colégio F3 desafiou especialistas de diferentes áreas do conhecimento para intercalar perspetivas das ciências naturais com matérias abordadas pelas ciências sociais, bem como conhecimento científico com conhecimento tácito e saberes locais contextualizados, sempre em ambiente de tertúlia.

As sessões contaram ainda com uma prova de apontamentos gastronómicos inovadores, à base de leguminosas, preparados pela Cooking.Lab em conjunto com alunos do Mestrado em Ciências Gastronómicas. A preparação e provas foram acompanhadas de explicação sobre os fundamentos científicos dos processos, mantendo-se o espírito de tertúlia.

A sessão teve lugar na Faculdade de Medicina Veterinária (FMV) da ULisboa. Com moderação de Carlos Fontes (FMV), o debate juntou David Gomes Crespo (Fertiprado, Sementes e Nutrientes, Lda.) e José Manuel Lima Santos (ISA).

A ementa incluiu: Paté de tremoço com tostinhas, ”fava” (grega) com tostinhas, germinados de luzerna e ervilha, e suspirinhos de grão - com arte e um travo a ciência.


Coordenação: Carlos Fontes (FMV) e Cristina Branquinho (FC)

A sessão teve lugar na Faculdade de Letras (FL) da ULisboa. Com moderação de Teresa Sousa-Nunes (FL), o debate juntou Isabel Drummond Braga (FL) e Fernando Catarino (FC).

Vídeo: brevemente disponível

A ementa incluiu: fava-rica, favinhas de coentrada e crocantes de fava - com arte e um travo a ciência.

Coordenação: Teresa Sousa-Nunes (FL) e Cristina Branquinho (FC)

A sessão teve lugar no Instituto Superior de Agronomia (ISA) da ULisboa. Com moderação de António Monteiro (ISA), o debate juntou Catarina Prista (ISA) e Dulce Freire (ICS).

A ementa incluiu: tempehs não convencionais, caldo de miso e pasta temperada com molho de leguminosas - com arte e um travo a ciência.

Coordenação: Catarina Prista (ISA) e Cristina Branquinho (FC)

A sessão teve lugar no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da ULisboa. Com moderação de Amélia Branco (ISEG), o debate juntou José António Pereirinha (ISEG) e Conceição Loureiro Dias (ISA).

A ementa incluiu: favinhas, provas de "humus" e gelado de chocolate e feijão preto com ervilhas mentoladas, com arte e um travo a ciência.

Coordenação: Amélia Branco (ISEG) e Cristina Branquinho (FC)

MESA-REDONDA DO COLÉGIO F3 NO FESTIVAL VIDA SAUDÁVEL: CIÊNCIA – CULINÁRIA – QUALIDADE DE VIDA

Inserido no Festival Vida Saudável: Ciência – Culinária – Qualidade de Vida, o Colégio F3 organizou, no dia 4 de março de 2016, uma mesa-redonda multidisciplinar que contou com a participação de:

  • Margarida Moldão Martins (Instituto Superior de Agronomia) – Alimentos do humor
  • Mónica Truninger (Instituto de Ciências Sociais) – Consumo sustentável e agricultura biológica
  • Rosário Bronze (Faculdade de Farmácia) – Que o alimento seja o teu medicamento?
  • Ana Teresa Madeira (Faculdade de Medicina) – O estudo do estado nutricional dos idosos portugueses na comunidade e nos lares
  • Helena Soares da Costa (Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge) - O papel da composição dos alimentos
Moderadora: Amélia Pilar Rauter (Faculdade de Ciências - Coordenadora do Evento)

Mesa Redonda “Alimentação, Agricultura e Florestas: Desafios Emergentes”

No dia 21 de janeiro de 2016, o Colégio F3 reuniu, na Reitoria da Universidade de Lisboa, um painel de especialistas com diferentes formações científicas e que têm desempenhado funções institucionais e estado envolvidos em políticas relevantes no âmbito da alimentação, da agricultura e da floresta. O debate público foi moderado por António Perez Metelo e contou com intervenções de António Correia de Campos, Isabel do Carmo, João Ferreira do Amaral, Paula Sarmento e Pedro Vilarinho.

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Além de ter possibilitado uma discussão ampla entre os múltiplos agentes com responsabilidades socioambientais envolvidos na promoção de sistemas alimentares sustentáveis, o debate gerado contribuiu para nortear a Agenda Estratégica do Colégio.

Cerimónia de Apresentação Pública e Lançamento dos Novos “Colégios da Universidade de Lisboa”

No dia 17 de março de 2015, a Universidade de Lisboa lançou oficialmente os Colégios “Food, Farming and Forestry (F3)” e “Mente e Cérebro”, numa cerimónia que teve lugar no Salão Nobre da Reitoria.

Os Colégios da ULisboa são uma das formas de promover as iniciativas transversais, juntando investigadores de distintas Escolas e unidades de investigação, que se associam no desenvolvimento de novas áreas transversais do conhecimento.